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Sob pressão, Saúde tem sobrecarga e longas filas de espera

UPA é referência para urgências (Foto: Divulgação)

Relatos de dificuldades de acesso à rede básica de Saúde e demora em serviços de urgência na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da zona Norte têm se tornado frequentes. Nesta sexta-feira (13), em nota, a unidade de urgência relatou a sobrecarga. A Secretaria Municipal da Saúde admitiu “pressão em toda a rede de serviços”, especialmente na demanda pediátrica.

No início de maio, o Marília Notícia mostrou a existência de fila para internação de crianças e relatou casos de pacientes que ficaram até três dias à espera de vaga no Pronto Atendimento (PA) da zona Sul.

As mães mostradas nas reportagens do MN conseguiram vagas para os filhos, mas a situação segue crítica e abrange toda a rede de assistência pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que envolve dos postos da Saúde da Família aos hospitais.

A crise com o excesso de demanda também estaria atingindo serviços particulares, tanto em unidades de Pronto Atendimento quanto consultórios pediátricos.

UPA LOTADA

Questionada pelo Marília Notícia nesta quinta-feira (12), a direção da UPA informou que “vem registrando um aumento significativo de pacientes” e identificou como uma das causas o fato de “muitas pessoas procurem os serviços [da unidade]ao invés de irem até as Unidades Básicas de Saúde (UBSs)”.

Em nota, a instituição diz que “está com todas as equipes empenhadas no atendimento dos pacientes, seguindo o protocolo das prioridades médicas, mas – devido ao grande volume – o tempo de espera pode ser superior ao desejado.”

A direção acrescenta que “está em contato permanente com a Secretaria Municipal da Saúde, no sentido de encontrar uma solução para esse problema. Pedimos a compreensão da população, uma vez que toda equipe está buscando fazer o melhor atendimento, dentro da excelência que sempre pautou o nosso trabalho”, encerrou informe.

PÓS-PANDEMIA

O secretário municipal da Saúde, Cassio Luiz Pinto Júnior, disse ao MN que não se trata de questão específica da UPA.

O gestor da pasta admitiu que alguns casos de pacientes que necessitam da atenção básica – ao invés de serviço de urgência – chegam à unidade da zona Norte, mas que não é esse o principal problema. Júnior vê um fenômeno de saúde coletiva decorrente da pandemia.

“Não é apenas em Marília, nem somente no Estado. Há um aumento expressivo da demanda por serviços de saúde no país, porque as pessoas ficaram muito tempo em distanciamento social, com máscaras e, agora, isso tudo acabou. Do ponto de vista imunológico, os técnicos, os especialistas, apontam como causa o fato de as pessoas estarem ‘despreparadas’ para esse período”, disse.

A previsão, segundo o secretário, é de condições desfavoráveis nos próximos quatro meses – baixa umidade relativa do ar e grandes oscilações de temperaturas – fase de maior transmissão de infecções respiratórias.

AÇÕES E PLANEJAMENTO

A pasta anunciou algumas ações que podem reforçar a assistência no SUS. “Na atenção primária, vamos fortalecer uma parceria com a Unimar e teremos alunos ‘quartanistas’ de Medicina, acompanhados de médicos professores, em cinco unidades de saúde”, garantiu o secretário.

A Secretaria também estuda a extensão do atendimento em duas horas, em cinco unidades de saúde. Já na rede de urgência, será dobrado de um para dois o número de pediatras na UPA da zona Norte. Na região Sul, haverá ampliação do valor do plantão médico, para garantir a presença de especialista.

Na rede hospitalar, segundo Júnior, já está acordado com o Hospital Beneficente Unimar (HBU) a ampliação de mais quatro leitos – atualmente são seis – para internação pediátrica na rede pública.

O gestor ponderou que as ações são complexas, exigem ampla negociação com prestadores de serviços e esbarram na escassez de recursos. “Os hospitais não estão conseguindo contratar pediatras, tamanha a demanda. Em geral, os custos estão extremamente elevados, justamente pela altíssima demanda. Todo o sistema de saúde está impactado com o cenário que temos hoje”, afirmou.

O secretário disse ainda não ter números, mas garante que o número de pessoas que têm buscado ajuda médica nos últimos 40 dias está “fora da curva” em qualquer análise de série histórica. “É sem precedentes e não há de se falar em falta de planejamento, tanto que nem a indústria farmacêutica mundial, que lucra com a venda de remédios, conseguiu se preparar para o que estamos vivendo. E o inverno nem começou”, alertou o secretário.

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